
Jogando Tango com Juan Pablo, Ricardo Pesce e Vinicius Pereira
O trio Jogando Tango acredita que a forma mais eficaz de aproximação entre povos se dá através da cultura e que, uma vez aberta esta porta, tornam-se infinitas as possibilidades de troca e aprendizagem, através da observação do outro, propiciando um maior amadurecimento das pessoas e, consequentemente, desses povos.
“Onde está a fronteira?” visita os dois territórios sonoros e revela, através da música, uma variedade de coincidências rítmicas e melódicas encontradas no repertório da música dos dois países. Assim, esse show pretende mostrar ao público que temos fortes motivos para chamar nossos vizinhos de hermanos. Zamba, chamamé, guarânia, milonga, valsa, choro, baião e tango ilustram o trajeto musical que o trio percorre durante a viagem/espetáculo que, em seu percurso, aproveita para narrar um pouco da história de cada região, semelhanças, diferenças e curiosidades, incentivando a aproximação cultural e quebrando fronteiras e preconceitos.
O concerto didático é apresentado de maneira dinâmica, com o objetivo de:
» Incentivar a aproximação do público à cultura sul-americana;
» Apresentar os ritmos e expressões culturais: tango, choro, zamba, chacarera,
chamamé, guarânia, milonga e forro;
» Estimular a percepção dos pulsos binário e ternário (música contada em dois e
em três tempos);
» Estimular a percepção de distintas acentuações em cada pulsação (ex.: a sutil
diferença entre a batida da milonga e do baião, ou entre o chamamé e a
guarânia);
»Apresentar características geográficas e históricas (do período da colonização)
do Brasil e Argentina e mostrar como essas características influenciam ambos os
países musicalmente.
A versatilidade da apresentação colabora para manter a atenção da plateia, ora
como show, ora de forma expositiva, ora como “programa de auditório”
, quando, de forma divertida, o público é chamado para responder a perguntas sobre o
conteúdo programático.
Também são realizadas dinâmicas interativas, em que o ritmo característico daquele estilo é vivenciado através de percussão corporal
(palmas, bater pés, batuques no corpo) e dança, onde os espectadores vivenciam um pouco mais de perto o que é cada ritmo, antes de escutar o grupo tocando aquele estilo específico. Nessa dança e ilustrando os traços do colorido repertório, as duas duplas de dançarinos (Adriana Nogueira, Junior Abreu, Ellen Trizi e Felipe Trizi) farão seu aporte visual, coreográfico, de figurinos, mostrando e completando esta experiência cultural e sempre fazendo a pergunta, ao final de contas “Onde está a fronteira?.
Juan Pablo Ferrero: Violão
Ricardo Pesce: Acordeon
Vinicius Pereira: Contrabaixo Acústico
O trio Jogando Tango nasceu do encontro de dois brasileiros: Ricardo Pesce (acordeom) e Vinicius Pereira (contrabaixo), e um argentino, Juan Pablo Ferrero (violão). O grupo nasceu do desejo de pesquisar, vivenciar e difundir o universo da música argentina no Brasil. Em seu primeiro trabalho, “Hecho a Mano” (2011), pesquisaram a música de Buenos Aires: o tango, a valsa e a milonga.
Com o lançamento do primeiro disco, o trio conseguiu atrair um bom público para as suas milongas (bailes de tango). O repertório do seu segundo disco conta com 12 arranjos elaborados no decorrer de um ano entre uma milonga e outra, inspirados na magia da dança do tango de salão. Dedicado aos “tangueros”, o disco se chama “Danzarín” (2015).
Hoje, separados pela fronteira, o trio Jogando Tango se reencontra em São Paulo em novembro de 2024 para celebrar seus 15 anos de existência com seu refinado repertório, não só de tangos, valsas e milongas, mas também de músicas folclóricas argentinas e brasileiras: zambas, chacareras, chamamés, choros e baiões, fruto do intercâmbio realizado nesses anos todos de pesquisa.